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Roadmap do BSP

Roadmap do BSP

Este roteiro está sincronizado com Whitepaper v3.0 — Parte VI. Para contexto estratégico completo (estratégia de adoção, modos de falha), veja o whitepaper.

Nota preliminar — sobre prever o futuro

Roadmaps de protocolos descentralizados são notórios por envelhecer mal. O roadmap original do Filecoin, escrito em 2017, prometia mainnet para 2018 — chegou em 2020. O Ethereum 2.0, especificado em 2018, ainda estava sendo entregue em fragmentos em 2024. Todo whitepaper que se respeita carrega a humildade de saber que o tempo se vinga das previsões.

O que se segue, portanto, não é predição — é aspiração ancorada em hipóteses verificáveis. Cada milestone é uma aposta. Cada data é provisória. O que importa não é se acertaremos os prazos, mas se as direções continuam corretas conforme aprendermos.

O roadmap abaixo cobre 2026–2030. É organizado por milestones técnicos (verificáveis on-chain), milestones de adoção (verificáveis em métricas públicas) e milestones institucionais (verificáveis em publicações e parcerias). Cada milestone tem um critério binário de conclusão.


Ano 1 — 2026 — Fundação Operacional

A meta deste ano é sair do estado pré-mainnet e estabelecer a infraestrutura mínima viável. Estamos em ~95% de prontidão técnica em fevereiro de 2026; o trabalho restante é multisig, segurança operacional e os primeiros usuários reais.

TrimestreMilestoneCritério de conclusão
Q1 2026Deployment Aptos mainnet com multisig 2-of-3 ativo (BIP-0001)Contratos publicados, owner = multisig address, transação on-chain verificável
Q1 2026Auditoria externa do contrato MoveRelatório público publicado por firma independente (Trail of Bits, Zellic ou OtterSec)
Q2 2026bsp-id-web em produçãoalice.bsp e domínio próprio funcionais, primeiros 1.000 BEOs criados
Q2 2026Documentação técnica completaWhitepaper v3 publicado, especificação Move, guias de relayer self-hosted
Q3 2026SDKs estáveis (TypeScript v3.0, Python v2.1)Versões publicadas em npm e PyPI, exemplos de integração documentados
Q3 2026Programa BSP Certified Level 1 lançadoEspecificação pública dos critérios, primeiras certificações emitidas
Q4 2026Parcerias-piloto com 3 laboratóriosLOIs assinados, integrações em ambiente de homologação, primeiros BioRecords reais
Q4 202610.000 BEOs ativosMétrica on-chain pública, dashboard de transparência

Risco principal: atraso na auditoria. Mitigação: contratos de auditoria assinados em Q4 2025, com janelas reservadas.


Ano 2 — 2027 — Validação Científica

Em 2027, o foco muda de infraestrutura para legitimidade científica. Sem peer review, o BSP é apenas mais um protocolo cripto promissor. Com peer review, vira referência.

TrimestreMilestoneCritério de conclusão
Q1 2027Submissão peer review do AVA methodologyManuscript submetido a Nature Aging, Aging Cell ou Cell Metabolism
Q2 2027Validation studies iniciadosMOUs com UK Biobank e ELSA-Brasil, IRBs aprovados
Q2 202725.000 BEOs ativosMétrica on-chain
Q3 20275 IEOs certificados Level 2Selos públicos, integração em produção
Q3 2027Apps móveis nativos betaiOS e Android com gerenciamento local de chaves
Q4 2027Publicação peer-reviewed AVAPaper aceito (não apenas submetido)
Q4 202750.000 BEOs ativosMétrica on-chain

Risco principal: rejeição em peer review. Mitigação: paralelizar submissões em múltiplos journals; aceitar que o primeiro round provavelmente exige revisões substanciais.


Ano 3 — 2028 — Expansão

Com validação científica em mãos, 2028 é o ano de escala horizontal: mais labs, mais clínicas, mais wearables.

TrimestreMilestoneCritério de conclusão
Q1 202850 IEOs certificadosDiretório público
Q2 2028100.000 BEOs ativosMétrica on-chain
Q2 2028Client-Side Encryption migration completaTodos os novos BEOs com CSE como default
Q3 2028Apps móveis em produção (App Store, Play Store)Aprovação Apple/Google
Q4 2028Primeira BIP comunitária aceitaBIP submetida por contribuidor externo, aprovada via processo público
Q4 2028200.000 BEOs ativosMétrica on-chain

Risco principal: rejeição na App Store por considerações regulatórias (apps de saúde têm bar maior). Mitigação: engajar legal counsel desde 2027.


Ano 4 — 2029 — Maturidade

O quarto ano é onde o protocolo deixa de ser "early stage" e vira infraestrutura institucional.

TrimestreMilestoneCritério de conclusão
Q1 2029Audit Council independente operacional5+ membros não-Instituto, charter publicado
Q2 2029500.000 BEOs ativosMétrica on-chain
Q2 2029Decisão sobre token de governançaBIP pública avaliando necessidade; decisão (sim/não) registrada
Q3 2029Piloto com sistema público de saúdeSUS regional (Brasil) ou NHS digital health (UK) — MOU assinado
Q4 20291M BEOs ativosMétrica on-chain

Risco principal: burocracia institucional dilata prazos. Mitigação: pilotos em jurisdições onde steward tem rede direta (Brasil, Portugal, Estônia).


Ano 5 — 2030 — Ecosistema

O quinto ano é o teste de descentralização real: múltiplos relayers operando independentemente, múltiplas implementações de cliente, múltiplas vozes na governança.

TrimestreMilestoneCritério de conclusão
Q1 20305+ operadores independentes de relayerLista pública verificável, nenhum controlando >40% do tráfego
Q2 2030AVA validado em 5+ coortes peer-reviewedPublicações em cohorts diferentes (UK Biobank, ELSA-Brasil, KORA, Rotterdam Study, US NHANES)
Q3 20301.5M BEOs ativosMétrica on-chain
Q4 2030Discussão pública sobre abertura do AVABIP pública, RFC aberto, decisão registrada
Q4 20302M+ BEOs ativos globalmenteMétrica on-chain

Marco simbólico: se até 2030 não tivermos pelo menos 3 implementações independentes de cliente (web, móvel, CLI) e 5 operadores de relayer, o protocolo falhou no teste de descentralização real e precisa redesenhar incentivos.


O desenvolvimento do protocolo é orientado pela comunidade e sujeito a mudanças através do processo BIP. Para a estratégia de adoção em três frentes (indivíduos, instituições, reguladores) e os modos de falha detalhados com mitigações, veja o Whitepaper v3.0 — Parte VI.

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